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Tributação da leitura

As prateleiras, Brasil afora, podem não estar mais repletas de livros, os quais tentam descortinar um convite à leitura que, por enquanto, encontra-se rarefeita entre os milhões de brasileiros que se fizeram leitores ao longo das últimas décadas, mesmo que, em média, os números de livros lidos para efeito do conceito de “leitor” seja, em âmbito nacional, desalentador.


Não Nos Fizemos Leitores...

Talvez seja melhor aceitarmos o fato de que não nos fizemos leitores, embora os esforços estejam demonstrando que ninguém está de braços cruzados.

O conjunto de forças, na soma de autores, editoras, livreiros, escolas e gestão governamental, revela o quanto há de empreendimento consolidado, sem querer, no entanto, traçar críticas para saber se o resultado evidencia êxitos ou se é hora de rever estratégias. É preciso uma avaliação de caráter técnico para que se constitua uma vitoriosa política de leitura para o país, mas o que não cabe, sem sombra de dúvida, neste momento, é o alargamento das dificuldades diante do tamanho do problema que se tem e que precisa, mais que nunca, ser enfrentado com diálogo e inteligência.


Inacreditavelmente...


O governo federal está querendo tributar a leitura. Eventualmente é uma “brilhante” ideia que foi copiada de algum país cuja economia navega em mares de águas calmas e promissoras, o que não é o caso da alquebrada conjuntura brasileira, que vive a soçobrar desde bem antes da pandemia, quiçá de períodos coloniais.

Podemos falar de tributação à leitura – e não somente ao setor livreiro - em virtude dos impactos a que estaremos sujeitos caso a proposta da criação de impostos para o mercado de livros impressos vá adiante.

Fazer com que o livro chegue até os segmentos sociais mais expostos a todo o tipo de abandono já é um malabarismo gigantesco, onde o planejamento de cada detalhe para que a leitura aconteça, nem sempre é bem formulado, gerando desequilíbrios nas ofertas de práticas leitoras. Aumentar os problemas através da criação de impostos para o setor é querer lançar uma âncora na tentativa de salvar o náufrago.

A natureza do problema não merecia tamanho descaso por parte do governo federal. Sabe-se, ainda, que se o imposto não for criado diretamente sobre a atividade livreira, há o subterfúgio de taxar o papel, que hoje é isento, acarretando, desse modo, tributação indireta. A falta de sensibilidade dá asas à esperteza.

É sempre importante não esquecer, contudo, que a História faz vir à tona, com o passar do tempo, a narrativa mais fiel dos fatos. Diante do que estamos presenciando, mais cedo ou mais tarde, há de emergir das águas ocultas de uma fragorosa irresponsabilidade governamental, a indisfarçável biografia daqueles que, cientes dos mais elementares e históricos problemas nacionais, não se omitiram, pois os pioraram sensivelmente.

No Brasil, é considerado leitor aquele que lê, em média, até 3 livros por ano.

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