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E os Professores?


Há que se constatar a quantidade de artigos, dissertações, crônicas, análises de conjunturas e tudo o mais que o valha para o registro da assertiva que diz que o futuro de um país passa, necessariamente, pelo o investimento em Educação. Não existe, portanto, qualquer dúvida a este respeito. Podemos, então, escolher outros assuntos que envolvam o tema Educação e refletir sobre eles.


Prédios novos, laboratórios, bibliotecas, estruturas desportivas, horário integral, alimentação balanceada, computadores, internet...


O inventário de assuntos e necessidades não para por aí. Sabemos que, para consolidar as mudanças que tanto desejamos, a escola precisa estar devidamente preparada para dar conta do grande projeto educacional que ainda não conseguimos realizar, embora algumas ações localizadas no tempo e no espaço devam ser reconhecidas pelo grande esforço que fizeram.


Os projetos que se propõem a produzir mudanças, geralmente, são pensados nos gabinetes de governo e, via de regra, despejadas de cima para baixo. E, por conta deste velho hábito brasileiro de propor políticas públicas para a Educação, o professor nunca é escutado. E olha que eles têm muita coisa a falar.

Diante do barulhento silêncio imposto aos professores, há que se perguntar: E os professores, não vão dar a sua opinião?


Cremos em um tempo onde a participação deva ser bem mais que uma escolha, na verdade, uma necessidade. Não um assembleísmo de profusas e intermináveis discussões e que, ao final, produz poucas pautas que possam falar do cotidiano e da vida como um todo, ou seja, que faça entender bem de perto qual o sentido da escola, por que, afinal de contas, estar ali?


Talvez, a partir destas conversas inadiáveis, o sentido da escola comece a ser compreendido como um espaço que dialoga com o mundo e que, por isso mesmo, necessita entender quem é o professor, quem é o estudante, o que é o conhecimento, o que é viver... E tantas outras coisas mais.

É uma conversa sem fim, pois guarda em si muitas conclusões possíveis. Um longo diálogo onde o professor e a professora, o homem e a mulher, a criança, o jovem e o adulto, enfim, todos nós, seremos sempre os mais interessados em participar.


Possivelmente, neste tão sonhado momento de encontros, seja o professor o que mais tempo precisa falar. E por que será? Porque, com certeza, ele tem muitas histórias pra contar; porque ele ficou calado demais ao longo de tantos e tantos anos; porque ele tem curiosas experiências para dividir... Mas, a maior de todas as razões, de verdade, talvez seja porque ele é muito importante para todos nós. E, só por este motivo, basta. É o suficiente.


Por isso... Fala mestre!!!